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quinta-feira, 25 de agosto de 2011
FORA DO EIXO ganha Prêmio Trip Transformadores
domingo, 7 de agosto de 2011
1º Festival Expresso Cultural em Sobradinho: mais um festival independente na região centro-serra
No dia em que o inverno resolveu lembrar a todos que julho ainda é um de seus meses, o frio, a garoa fina e o vento não impediram que o público permanecesse até à noite no Quiosque da Praça, no centro de Sobradinho, para apreciar a programação do 1º Festival Expresso Cultural. O projeto veio para se firmar como mais um festival independente da região, ao lado de iniciativas como o Festmalta, cuja sexta edição foi realizada em janeiro deste ano, em Ibarama, e o Pira Rural, realizado em meados de abril.
A atividade iniciou na tarde de domingo, 31 de julho, com a apresentação do Coletivo artístico cultural recém-nascido na cidade. Coletivo, inclusive, que ainda não foi batizado, embora algumas ideias tenham surgido depois de sugestões de nome terem sido requisitadas aos presentes. A ausência de um nome definitivo, contudo, não impediu que a primeira atividade realizada reunisse as pessoas durante uma tarde inteira de programação, agregando o público cativo do rock'n'roll sobradinhense a caras novas.
Durante a tarde, também foi lançada a ideia de um livro que conte a história do rock em Sobradinho, reunindo informações sobre todas as bandas que já surgiram na cidade e região. O livro, a ser editado pela Fora do Eixo Letras (FEL), é uma das iniciativas do novo coletivo. A ideia é prestar tributo às pessoas que movimentaram e movimentam a cena musical local - desde os anos 70, já foram contabilizadas 37 bandas, e a contagem ainda pode crescer. O número é expressivo, e o resgate histórico é uma forma de registrar as iniciativas que, ao longo dos anos, abriram espaço em um terreno que poderia parecer infértil. Se hoje a valorização das iniciativas independentes tem cada vez mais respaldo, o levantamento histórico das bandas de Sobradinho nos impele a perceber que esse é um espírito mais do que presente na juventude local - especialmente considerando-se que estamos falando de uma cidade do Centro-Serra, interior gaúcho, com menos de vinte mil habitantes.
Feitas as apresentações, subiu ao palco a banda local Segunda Face, projeto surgido ainda este ano e focado nas canções autorais. O power trio composto pelo baterista Nilo, pelo baixista Christian e pelo vocalista e guitarrista Cássio, fez o primeiro dos três shows do dia. Com a proposta de "fazer rock clássico, barulhento e inconsequente", nas palavras do vocalista Cássio, a banda apresentou uma série de músicas próprias e covers de duas de suas principais referências, Ramones e Social Distortion.
Em seguida, a Companhia Teatro de Guerrilha, de Esteio, apresentou a esquete "A Psicóloga". O grupo integra o Coletivo Tomada, ligado ao circuito Fora do Eixo e que já havia estabelecido relação com o grupo sobradinhense no último Festlmalta e no Grito do Rock 2011, em Esteio.
| Apresentação da Saturno de José, integrante do Coletivo do Tomada |
Ao anoitecer, a segunda banda a subir ao palco foi Saturno de José, também de Esteio e integrante do Coletivo Tomada. Fruto de um projeto ousado de mais de 2 anos, a banda esteiense impressionou no palco, apresentando uma proposta musical experimentativa e de referências variadas. As composições agregaram à tradicional "cozinha" do rock instrumentos como bandolim, flauta transversa, harmônica e sintetizador, complementados por violão e percussão.
No intervalo entre as apresentações, o som mecânico rolava músicas de Rinoceronte, Pindorália, Pata de elefante, Geringonça, Vitroleiro Maluco, Pylla, Los Arcáides, entre outras - bandas independentes de todo o país, devidamente creditadas e apresentadas no microfone a quem estivesse interessado em conhecer. A proposta, segundo o vocalista da banda Superfusa e um dos organizadores do evento, Ediberto Patta, foi de apresentar coisas novas - todas as gravações são dos anos 2000 - e valorizar a produção independente nacional.
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| Superfusa, de Sobradinho |
A terceira apresentação foi da banda de rock sobradinhense Superfusa, que integra o coletivo responsável pela organização do evento, ao lado do estúdio do guitarrista Jamil e outros colaboradores da cena artística local. No último show da noite, as pessoas que enfrentaram o frio e o vento à base de quentão presenciaram a execução enérgica do rock autoral da banda - acompanhada pelo público que se aproximou do palco - e dois covers, de Cascaveletes e Beatles. Em atividade desde 2009, o quarteto do vocalista e guitarrista Ediberto Patta, do baixista Johnny Moura, do guitarrista Caká Rathke e do baterista Daniel João está trabalhando em dois projetos - o single Alucinações e um EP - programados ainda para este ano.
O que se viu no palco daquele domingo traduz o intuito do coletivo ainda sem nome: a valorização da identidade e da história da cena local e o incentivo à renovação. A apresentação das duas bandas locais da cidade, Superfusa e Segunda Face, funcionou como uma metáfora da constante e necessária renovação da cena: enquanto os demais integrantes de ambas as bandas já possuem uma trajetória de anos na cena musical da cidade, Cacá, 18 anos, guitarrista da Superfusa, e Christian, 15 anos, baixista da Segunda Face, representam a nova geração que, como na letra de uma das músicas apresentadas, "está aí mostrando as caras". A novidade não existe sem a tradição, e esta, em Sobradinho, respirou novos ares na tarde de 31 de julho.
Texto e fotos: Tiago Miotto
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Festival Morrostock 2011 abre as inscrições
Outubro vem se aproximando e cresce a expectativa pelo Morrostock, que vai pra sua quinta edição agora em 2011, com atividades já agendadas entre os dias 7 e 16 na bela Sapiranga, conhecida como Cidade das Rosas, do vôo livre e das bicicletas e porque não do Rock ´n Roll.
Este ano, além dos inúmeros shows de rock, o Morrostock apresenta diversas outras atrações. Com a crescente coletivização país afora, assim como o crescimento de eventos que promovem a integração das artes, o festival também dá um up neste sentido - o seu idealizador, Paulo Zé, desde o final de 2010 é integrante do Movimento SOMA, coletivo cultural de Porto Alegre, e por isto o Morrostock 2011 conta também com o apoio e suporte do coletivo na sua realização e planejamento.
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| Foto Gerson Silva |
O público vai poder prestigiar atividades como Cineclube,Exposição 5 anos de Morrostock, Teatro de Rua na Praça da Bandeira e a Seform, que é uma Semana de Formação promovida pelo coletivo.
E o rock marca presença no já tradicional Bardomorro, com shows de blues e de peso no primeiro finde do festival. Mas desta vez haverá shows em outros lugares também, como na A toca, no Centro de Cultura de Sapiranga, e o Grand Finale acontece em um sítio na Picada Verão, com shows de rock clâssico a la Morrostock e com direito a algumas surpresas.
O Festival Morrostock 2011 abre inscrições para 15 vagas pelo site Toque no Brasil (www.toquenobrasil.com.br). Podem se inscrever bandas de qualquer cidade do Brasil até o dia 18 de julho de 2011. Além das bandas selecionadas pelo TNB serão convidadas outras bandas para completar a programação do festival.
Enquanto isto, aguardamos ansiosamente e já estamos na contagem regressiva para mais um Morrostock, que a cada ano vem se firmando como um dos festivais independentes mais bacanas do país!
Mais infos: http://morrostock.blogspot.com/
segunda-feira, 30 de maio de 2011
COLETIVO EXPRESSO CULTURAL - SOBRADINHO/RS
Sobradinho agora possui um coletivo de artes que promete resgatar a cultura na região centro-serra do estado do Rio Grande do Sul. Formado recentemente, o Expresso Cultural tem em sua formação: músicos, produtores, comunicadores, estúdio de gravação e em breve contará com literatura e teatro, além de ter uma sede própria. São Realizadas reuniões semanais onde estão sendo debatidos diversos assuntos ligados a cultura e os próximos eventos que serão produzidos. O coletivo está ligado ao Circuíto Fora do Eixo - FDE (http://www.foradoeixo.org.br/), que é uma rede coletiva de artes expalhada por todo o Brasil e divididas por regionais. o Expresso está ligado em um primeiro momento a Regional Sul que contém membros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná que automaticamente está ligado a nacional. O FDE permite uma troca de experiência e contatos em diversas áreas artísticas que para Sobradinho está sendo muito importante, pois a região ainda está carente de cultura e esse é um dos principais motivos da formação do Expreeso Cultural que abrirá portas para a arte independente. Fique atendo nas atividades do Expresso e ajude a divulgar esta idéia.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
É mais do que amizade ou "do it together"
Por volta das 16 horas de sábado, a segunda e abafada tarde de festival, começou a mesa redonda sobre o Circuito Fora do Eixo. Algumas horas antes, a organização do evento, já convidava a galera acampada no balneário para o “papo cabeça”.
Cerca de 30 pessoas se reuniram para conversar sobre redes colaborativas e as sistemáticas de trabalho da rede de coletivos Circuito Fora do Eixo. Para mediar a fala, Atílio Alencar e Paulo Noronha, ambos do Macondo Coletivo. Eles deram o pontapé inicial na conversa, escutaram e responderam as dúvidas dos participantes. Na roda animada, que durou cerca de três horas, estavam membros do recém criado Coletivo Revirado, anfitrião do festival, representantes do Tomada Rock, de Esteio/RS, e membros de bandas, entre elas a Casa de Orates, de Itajaí/SC.
A conversa começou com uma apresentação da estrutura e funcionamento do Circuito Fora do Eixo, rede que integra aproximadamente 70 coletivos em todo o país. Vários pontos sobre as potencialidades do Circuito foram apresentados: desde o processo de formação de público até a circulação de trabalhos – não só na música, mas também no teatro e nas artes visuais.
Para resumir a mensagem principal, Atílio (foto) parafraseou o nome do álbum da banda goianiense Macaco Bong, "Artista Igual Pedreiro". Nesta sentença se aplica a lógica de trabalho de que os artistas que desejam atuar no cenário independente – ou inter-dependente, como se chegou a conclusão – não podem ficar esperando que algum grande empresário o encontre e o torne um sucesso. Isto não acontece, pelo menos na lógica colaborativa. Os artistas devem aprender a se promover e a exercer funções não tão "glamurosas" para viabilizar sua arte. O objetivo é aprender a trabalhar em rede e, desta forma, potencializar o trabalho de todos.
Revirado
Da Terra do Feijão, Sobradinho, e da Terra do Arroz, Cachoeira do Sul, nasceu o Coletivo Revirado, anfitrião do festival, que também é formado por membros de Santa Cruz do Sul. São músicos e amigos que viram, após a participação de Patta no Congresso Fora do Eixo – Regional Sul, em Santa Maria, uma possibilidade inovadora de trabalho. O grupo, há sete edições, luta para promover e melhorar o FestMalta. A necessidade de se fortalecer para conseguir maior visibilidade e oportunidade na região foi o que impulsionou a criação deste novo coletivo.
Casa de Orates
Destaque, também, para a participação da banda Casa de Orates. O grupo demonstrou bastante interesse e um bom conhecimento prévio sobre o Circuito Fora do Eixo. Expuseram as dificuldades do cenário cultural catarinense e os desafios de ser uma banda autoral em um estado que não valoriza a cena local. A troca de experiências entre as bandas participantes foi um dos pontos mais importantes. O modelo convencional de grande gravadoras já não dá conta da quantidade de artistas em atividade. O modelo “faça você mesmo” também já não satisfaz. A conclusão que se chega, por mais clichê que possa parecer, é que somente a união faz a força: “Façamos isto juntos!”.
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Texto: Igor Müller
Revisão: Gabriela Belnhak
Fotos: Gabriela Belnhak e Kareka Ricordi
Cerca de 30 pessoas se reuniram para conversar sobre redes colaborativas e as sistemáticas de trabalho da rede de coletivos Circuito Fora do Eixo. Para mediar a fala, Atílio Alencar e Paulo Noronha, ambos do Macondo Coletivo. Eles deram o pontapé inicial na conversa, escutaram e responderam as dúvidas dos participantes. Na roda animada, que durou cerca de três horas, estavam membros do recém criado Coletivo Revirado, anfitrião do festival, representantes do Tomada Rock, de Esteio/RS, e membros de bandas, entre elas a Casa de Orates, de Itajaí/SC.
Revirado
Da Terra do Feijão, Sobradinho, e da Terra do Arroz, Cachoeira do Sul, nasceu o Coletivo Revirado, anfitrião do festival, que também é formado por membros de Santa Cruz do Sul. São músicos e amigos que viram, após a participação de Patta no Congresso Fora do Eixo – Regional Sul, em Santa Maria, uma possibilidade inovadora de trabalho. O grupo, há sete edições, luta para promover e melhorar o FestMalta. A necessidade de se fortalecer para conseguir maior visibilidade e oportunidade na região foi o que impulsionou a criação deste novo coletivo.
Casa de Orates
Destaque, também, para a participação da banda Casa de Orates. O grupo demonstrou bastante interesse e um bom conhecimento prévio sobre o Circuito Fora do Eixo. Expuseram as dificuldades do cenário cultural catarinense e os desafios de ser uma banda autoral em um estado que não valoriza a cena local. A troca de experiências entre as bandas participantes foi um dos pontos mais importantes. O modelo convencional de grande gravadoras já não dá conta da quantidade de artistas em atividade. O modelo “faça você mesmo” também já não satisfaz. A conclusão que se chega, por mais clichê que possa parecer, é que somente a união faz a força: “Façamos isto juntos!”.
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Texto: Igor Müller
Revisão: Gabriela Belnhak
Fotos: Gabriela Belnhak e Kareka Ricordi
Teatro no Palco Fora do Eixo: só não assistiu quem não quis
A noite caia no segundo dia de programação do FestMalta quando o público, que assistia aos shows da tarde, foi se direcionando para a área próxima das piscinas do Lindos Lírios. O local podia não ser o ideal, mas não foi obstáculo para que o ator Ícaro Costa, da Cia. de Teatro Entrelinhas pudesse mostrar o seu trabalho.
O público aglomerou-se ao redor da área destinada ao palco, formando uma espécie de teatro italiano improvisado. Eis que, então, surge um mendigo procurando por seu cachorro: – Bê!!! – gritava, passando pela platéia.
Assim começa a primeira cena da peça "Vocês viram meu cachorro?", texto adaptado da obra de Victor Sant'Anna. Um texto cítrico, bem elaborado e recheado de críticas sociais sutis (ou nem tanto). Poderia ter sido uma escolha um tanto quanto arriscada para ser a primeira apresentação de teatro a ocorrer no FestMalta. É... poderia, mas não foi. Foi, na verdade, um sucesso.
O mendigo, ao contar as mazelas que lhe ocorreram na vida, faz críticas fortes a sociedade. Desde a educação repressora até os políticos e seus comportamentos oportunistas. Aquele ser humano, em busca de seu companheiro canino, conta sua história de vida para o público e acaba, por vezes, se comportando como um cão.
A apresentação transcorreu da melhor forma possível. Ator e público em sintonia. Risadas e reflexões, comentários e participações durante as cenas. Nem mesmo a queda de luz durante a apresentação dispersou o público. Os mais próximos do palco tentavam iluminar o ator com os aparelhos celulares. A luz, por sorte, voltou rapidamente, como se fosse um elemento da cena. O ator segurou o público e, tão imediatamente retornou a energia, continuou a ação e todos voltaram a atenção para a peça.
O mendigo seguiu em busca de seu cachorro e explicou sua amizade canina: "Os cachorros valem mais do que os humanos porque não fingem ser gente". Com esta sentença, partiu em meio ao público à procura do amigo, acompanhado de fortes aplausos da platéia.
A peça de Ícaro foi uma das poucas oportunidades de se ver teatro para muitas pessoas que participavam do festival. Stella de Andrade Schirmer, moradora de Sobradinho, era uma delas. "Teatro é melhor do que cinema, porque podemos interagir e ver de perto", contou. E não faltou interação por parte dela, sempre brincando com os comentários do ator em cena.
Junto de Stella, uma pessoa muito especial, Adriana de Andrade Schirmer. Filha e mãe assistiram a peça, mas cada uma de uma forma diferente. Adriana, a mãe, é cega. Porém, a falta de visão não foi empecilho para apreciar o teatro. "Sinto as entonações de voz, aprecio o texto e conto com minha filha para descrever as cenas em que não há diálogo". E assim, mãe e filha foram embora maravilhadas com a peça e por terem tido a oportunidade de terem esta opção no festival, a primeira edição de Artes Integradas.
A Cia. Teatro de Bolso faz parte do Palco Fora do Eixo, movimento de teatro ligado ao Circuito Fora do Eixo que visa circular com companhias de teatro, peças e artistas do corpo de forma geral para formação de público e difusão da arte. Sobradinho, se depender da receptividade do público, certamente irá apreciar outras iniciativas como a do FestMalta.
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Texto: Igor Müller
Revisão: Gabriela Belnhak
Fotos: Kareka Ricordi
O público aglomerou-se ao redor da área destinada ao palco, formando uma espécie de teatro italiano improvisado. Eis que, então, surge um mendigo procurando por seu cachorro: – Bê!!! – gritava, passando pela platéia.
Assim começa a primeira cena da peça "Vocês viram meu cachorro?", texto adaptado da obra de Victor Sant'Anna. Um texto cítrico, bem elaborado e recheado de críticas sociais sutis (ou nem tanto). Poderia ter sido uma escolha um tanto quanto arriscada para ser a primeira apresentação de teatro a ocorrer no FestMalta. É... poderia, mas não foi. Foi, na verdade, um sucesso.
O mendigo, ao contar as mazelas que lhe ocorreram na vida, faz críticas fortes a sociedade. Desde a educação repressora até os políticos e seus comportamentos oportunistas. Aquele ser humano, em busca de seu companheiro canino, conta sua história de vida para o público e acaba, por vezes, se comportando como um cão.
A peça de Ícaro foi uma das poucas oportunidades de se ver teatro para muitas pessoas que participavam do festival. Stella de Andrade Schirmer, moradora de Sobradinho, era uma delas. "Teatro é melhor do que cinema, porque podemos interagir e ver de perto", contou. E não faltou interação por parte dela, sempre brincando com os comentários do ator em cena.
Junto de Stella, uma pessoa muito especial, Adriana de Andrade Schirmer. Filha e mãe assistiram a peça, mas cada uma de uma forma diferente. Adriana, a mãe, é cega. Porém, a falta de visão não foi empecilho para apreciar o teatro. "Sinto as entonações de voz, aprecio o texto e conto com minha filha para descrever as cenas em que não há diálogo". E assim, mãe e filha foram embora maravilhadas com a peça e por terem tido a oportunidade de terem esta opção no festival, a primeira edição de Artes Integradas.
A Cia. Teatro de Bolso faz parte do Palco Fora do Eixo, movimento de teatro ligado ao Circuito Fora do Eixo que visa circular com companhias de teatro, peças e artistas do corpo de forma geral para formação de público e difusão da arte. Sobradinho, se depender da receptividade do público, certamente irá apreciar outras iniciativas como a do FestMalta.
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Texto: Igor Müller
Revisão: Gabriela Belnhak
Fotos: Kareka Ricordi
Último dia: até o ano que vem!
O terceiro e último dia de festival despertou cedo, ou nem dormiu. Às 10 horas, como resquício dos shows que terminaram tarde na noite anterior, a música já rolava solta na Rádio FestMalta e a piscina recebia seus primeiros atletas de final de semana, que arriscavam saltos e pulos desengonçados na água – única alternativa capaz de domar o calor daquela manhã.
Os shows começaram cedo. A banda Ato IV, de Júlio de Castilhos, que seria a última a se apresentar, foi a primeira. Logo em seguida, subiu ao palco a Sálvia, de Santa Maria. Alguns de seus integrantes chegaram ainda naquela tarde e partiram após o show. Apesar do curto espaço de tempo no qual ficaram presentes, regaram a tarde quente com clássicos do reggae, do samba e da black music. Na sequência, apresentaram-se Rock N’ Live, de Sobradinho, Cinzeiro e Vinho Tinto, de Cachoeira do Sul, Rodrigo Cidade, de Santa Maria e Doctor Flowers, também de Sobradinho. As bandas investiram em covers, mas, em sua maioria, também aproveitaram a oportunidade para promover seu trabalho autoral, como é o caso da Cinzeiro e Vinho Tinto. A linha de criação do grupo está baseada no som de bandas como Velhas Virgens e Baranga, que exaltam, entre outros pontos, o estilo de vida regrado pelo rock, seus derivados e destilados.
No entanto, mesmo com tantas possibilidades para dançar e remexer o corpo, o público se guardou: gastou a voz e a sola do pé com o show de encerramento de Wander Wildner – o mais aguardado do dia. Wander chegou de tarde no balneário, e logo se jogou na piscina. Quase que passou sem ser notado. Quase. Assim que saía da água foi visto e logo começaram os gritos e chamados por seu nome. A gritaria e euforia foram as mesmas quando subiu ao palco. Wander revisitou clássicos seus e de outros ícones da música nacional, como Belchior.
Entre tantas certezas, fica a de que o FestMalta fixou raízes e tornou-se um dos maiores festivais do Rio Grande do Sul. O evento, além de promover shows, deu show. Um show de organização, de integração, de ideal. Um festival independente, com produção e música independentes não descansa tão cedo! Nos vemos em 2012!
Os arquivos de vídeo das bandas Doctor Flowers e Rodrigo Cidade ficaram danificados. Se você tem algum material, envie-nos para que ele seja postado.
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Material produzido pelo Núcleo de Comunicação do Macondo Coletivo.
Os shows começaram cedo. A banda Ato IV, de Júlio de Castilhos, que seria a última a se apresentar, foi a primeira. Logo em seguida, subiu ao palco a Sálvia, de Santa Maria. Alguns de seus integrantes chegaram ainda naquela tarde e partiram após o show. Apesar do curto espaço de tempo no qual ficaram presentes, regaram a tarde quente com clássicos do reggae, do samba e da black music. Na sequência, apresentaram-se Rock N’ Live, de Sobradinho, Cinzeiro e Vinho Tinto, de Cachoeira do Sul, Rodrigo Cidade, de Santa Maria e Doctor Flowers, também de Sobradinho. As bandas investiram em covers, mas, em sua maioria, também aproveitaram a oportunidade para promover seu trabalho autoral, como é o caso da Cinzeiro e Vinho Tinto. A linha de criação do grupo está baseada no som de bandas como Velhas Virgens e Baranga, que exaltam, entre outros pontos, o estilo de vida regrado pelo rock, seus derivados e destilados.
Entre tantas certezas, fica a de que o FestMalta fixou raízes e tornou-se um dos maiores festivais do Rio Grande do Sul. O evento, além de promover shows, deu show. Um show de organização, de integração, de ideal. Um festival independente, com produção e música independentes não descansa tão cedo! Nos vemos em 2012!
- Ato IV: http://www.youtube.com/watch?v=QjO-0aNie1s
- Sálvia: http://www.youtube.com/watch?v=EPzJgHGJSaE
- Rock N' Live: http://www.youtube.com/watch?v=E4t9KfdjhH8
- Cinzeiro e Vinho Tinto: http://www.youtube.com/watch?v=vSB0qiZe-xo
- Wander Wildner: http://www.youtube.com/watch?v=z_7fGEItDU4
Os arquivos de vídeo das bandas Doctor Flowers e Rodrigo Cidade ficaram danificados. Se você tem algum material, envie-nos para que ele seja postado.
-
Material produzido pelo Núcleo de Comunicação do Macondo Coletivo.
Texto: Gabriela Belnhak
Fotos: Gabriela Belnhak e Nathália Schneider
Vídeos: Kareka Ricordi
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