quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Encanto, cor, alegria, rock: a arte no meio da soja

O Palco do Sol foi tomado de manifestações cênico-musicais no domingo. O FestMalta foi o local da segunda apresentação da banda santa-mariense Geringonça. No início da tarde, antes dos shows começarem, artistas da banda já circulavam pelo acampamento chamando a todos para se dirigirem à frente do palco. A Cia Manolos de Teatro, grupo da região, também se apresentou e preparou o clima cênico para os personagens da Geringonça - Palhaço Zuli, Grilo Cantor, Pedaço da Natureza, Ivan Kchovski, o domador de leões, Voodoo, o boneco maldito, e Julián Ramirez, el hombre bala - colorirem o Palco do Sol e mostrarem a sua proposta: músicas autorais com letras divertidas e poéticas e a aposta num visual também poético e circence. Com ritmos variados que transitam do samba ao pop, rock e soul, além de outras experimentações sonoras - e aí até uma tampa de lata de lixo vira instrumento - é difícil definir o estilo da banda; tanto que o sexteto se manifesta como praticante da Música Popular Humana.

Viva Geringonça!
Na tarde chuvosa de domingo, a também santa-mariense Salvia, mostrou ao público como pode ser boa a mistura de reggae, rock, black music e música brasileira. O quinteto tocou canções novas como “Reveillon” e “Novo Blue”, composições mais antigas, como “Barco não anda”, e as músicas que fazem parte do EP: “Morais Moreira”, “Feliz da Vida” e “Feitiço do Amor”.



Pela primeira vez no Festival, a banda Bardo & Fada, de Santo Ângelo, também apostou na construção do visual para apresentar ao público a ideia de “relações livres” ou “amor livre”, presente nas letras das músicas. Antes da banda subir ao palco, preparativos cuidadosos na maquiagem e figurino da banda.

O power trio Rinoceronte, pela segunda vez no Festival,  trouxe o público para o clima roqueiro, tocando as músicas do CD “Nasceu” e a nova “Qualquer Lugar”, disponível para download no site da gravadora Monstro Discos.

Laila, fã da Rinoceronte.


A Bandinha Di Dá Dó subiu ao palco sem Mauro Bruzza, o Palhaço Cotoco. Improvisou e ainda assim colocou todo mundo pra pular e dançar em círculos, como normalmente se vê nos shows da banda de clown music. No final, os palhaços convidaram músicos de diversas bandas ao palco e fizeram uma jam bem divertida.


Já era noite e finaleira do FestMalta quando o Tchê Gomes Trio subiu ao Palco do Sol. Tchê Gomes, Lilico Soares e Fera mostraram seu trabalho autoral, mas não deixaram de tocar os sucessos da TNT - banda da qual Tchê foi quitarrista e compositor. O público cantou junto com a banda as clássicas canções “Cachorro Louco”, “Não sei”, “Desse Jeito” e “Sob um Céu de Blues”. Tchê Gomes emocionou o público e encerrou em grande estilo o FestMalta 2012. Certeza que público, artistas e músicos foram pra casa felizes e já pensando em 2013.


Mais fotos do FestMalta 2012 aqui: https://picasaweb.google.com/festmalta

Texto: Silvana Dalmaso

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Veteranos e novatos do rock no Palco do Sol


Sábado foi mais um dia de maratona musical no FestMalta. O acampamento já contava com mais barracas e mais músicos já circulavam pela Fazenda Goelzer. Catavento de Bolso (Esteio) e Ventores (Santa Maria) foram as duas primeiras bandas a se apresentarem no Palco do Sol. Em seguida, a pelotense Canastra Suja se apresentou com a nova configuração, sem baterista, e mostrou ao público canções ainda não lançadas que devem fazer parte do próximo CD da banda, que está em fase de finalização.

Canastra Suja.
Na sequencia dos shows, a Trupe Sonora Casa de Orates, que enfrentou 14 horas de viagem de Itajaí/SC a Passa Sete, conquistou a simpatia do público com o estilo Art-Rock que mistura elementos do rock’n’roll, rock progressivo, jazz e ritmos brasileiros e latinos. “Estes espaços, como o FestMalta, que proporcionam às bandas apresentarem materiais próprios, são raros e devem ser fortalecidos para que se multipliquem”, destacou o baixista da banda, Darlan Haussen Martins Jr. É  a segunda vez que a banda participa do Festival.

Casa de Orates.
A banda anfitriã e parte da equipe de produção do FestMalta, a Superfusa (Sobradinho), fez um show cheio de energia, deixando o clima propício para a porto-alegrense Identidade empolgar o público com o rock clássico e direto misturado a uma forte pegada contemporânea. Para o Palco, a Identidade levou a maturidade de dez anos de banda e três CDs lançados mais a performance dançante do vocalista Evandro Bitt.

Superfusa.
Identidade.
E por falar em maturidade, os gaúchos da Acústicos & Valvulados fizeram o que todos esperavam de uma banda com 20 anos de estrada: cantaram, junto com o público, os sucessos “Fim de Tarde com Você”, “Até a Hora de Parar”, “Quintal” e “A Milésima Canção de Amor”. É claro que também não faltaram as músicas do novo CD “Grande Presença”, disponível para download no blog da banda. No final do show, a banda chamou os músicos da Identidade para uma participação eletrizante no Palco do Sol.

Ao fundo, Acústicos e Valvulados.

Depois do show, em entrevista à cobertura colaborativa do Festival, o vocalista da Acústicos, Rafael Malenotti, destacou que a banda está feliz em fazer parte da história do FestMalta. “A produção está de parabéns. Existem alguns festivais do país que fazem questão de manter este tipo de estrutura e postura e isso é muito legal”.
Já era alta madrugada quando a Humanish (Curitiba/PR), que fez tour pela região sul no ano passado, subiu ao palco e mostrou o som setentista misturado ao moderno que caracteriza a banda. A também catarinense Fevereiro da Silva (Joinville) apresentou-se no palco perto das cinco horas da manhã e tocou as canções do primeiro CD “Posso ser o Autor?”, que, pelo nome, propõe um questionamento ao que é original na música popular brasileira. O belo amanhacer de domingo, em Passa Sete, foi o cenário de apresentação da Galgos, banda porto-alegrense de hardcore, formada em 2010. A energia roqueira dos gaúchos foi mostrada para os poucos corajosos que ainda assistiam aos shows, mas deve ter acordado quem tentava dormir no FestMalta, se resguardando para as atrações de domingo.
Texto: Silvana Dalmaso

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Rio Grande do Sul dominando o Palco do Sol

O Rio Grande do Sul e a região centro-serra foram muito bem representados no Palco Sol, na sexta-feira, dia 20, quando iniciou a maratona de apresentações de bandas no FestMalta, por volta das 18h30.


Na sexta-feira o Palco do Sol foi dominado pelo Rio Grande do Sul: Segunda Face, Práticos e Delirantes e Xispa Divina (Sobradinho), Agranel e Cinzeiro e Vinho Tinto (Cachoeira do Sul), Pindoralia (Caxia do Sul), Mar de Marte (Erechim), Chá das Cinco e Caution (Santa Cruz do Sul), Os The Freaks (Guaíba) e Quarto Ácido (Panambi). No meio da gauchada, a Auditiva, do Rio de Janeiro, se fez presente.
Agranel no Palco do Sol.
A excursão de Cachoeira do Sul e uma van de Santa Maria chegaram na sexta-feira para prestigiar as bandas da região. Durante o dia, foram dados os últimos ajustes no palco e nos banheiros. À noite, enquanto o público assistia aos shows no Palco Sol, a Banquinha do FestMalta iniciava as atividades, como você pode conferir nesta outra publicação, clicando aqui.


Entre as bandas que se apresentaram no dia 20, uma em especial surpreendeu. A Mar de Marte, de Erechim, tocou pela primeira vez no Festival e teve ótima receptividade do público. O power trio instrumental mostrou como baixo, guitarra e bateria são capazes de falar muito sem o ocupar o microfone.

Mar de Marte (Erechim/RS).
Antes dos shows começarem, uma forte chuva caiu sobre a Fazenda Golzer atrapalhando um pouco a vida de quem estava acampando ou chegava ao Festival. A chuva também acompanhou os acampantes nos dias seguintes, ficando mais fraca a cada nova queda. Mas, como choveu em Woodstock, choveu no FestMalta, e, nesse caso, todo barro é história e deixa o relato ainda muito mais emocionante.


Texto: Gabriela Belnhak e Silvana Dalmaso

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Festivais independentes: Integrar para fortalecer

O FestMalta também oportunizou conversas e troca de ideias sobre formas de fortalecer ainda mais os festivais de música independentes realizados no Rio Grande do Sul. No sábado à tarde, artistas, músicos, agentes culturais, representantes de órgãos estaduais e produtores de outros festivais reuniram-se sob o lonão para conversar sobre como os festivais de música podem ser organizar e se planejar a fim de obterem apoio e recursos governamentais e públicos.


Santiago Neto, do Instituto Estadual de Música (IEM), explicou sobre a Plataforma RS de música, iniciativa que visa mapear e fortalecer os festivais independentes. Destacou que o IEM pode prestar consultoria e orientação aos produtores e agentes no que se refere à planejamento de gestão, inscrição em editais e demais trâmites que envolvem a realização de um projeto. Além disso, Santiago destacou que a chancela do Instituto é importante para os festivais chegarem com força na hora de concorrer por recursos na Secretaria de Cultura e no Comitê de Patrocínio do governo. “Dessa forma, vamos conseguir democratizar as plataformas de financiamento. Se não houver um mínimo de organização entre nós, vamos perder”, ressaltou Neto.

Paulo Zé, Santiago Neto, Lucas Hanke, Cezar Renan e Renato Velho.

Cezar Renan, professor da disciplina de Sociologia do Rock da Unipampa e um dos organizadores do Pampa Stockfez um relato do processo de produção do Festival, que está em sua segunda edição e é realizado pela Universidade Federal do Pampa, campus São Borja, e parceiros locais. Renan demonstrou interesse em manter contato e integrar esta rede de festivais independentes. Da mesma forma, Paulo Noronha, guitarrista da banda Rinoceronte (Santa Maria) enfatizou a importância dos festivais se organizarem.


E por falar em integração e rede, Renato Velho explicou o funcionamento da Confraria Rock, uma rede social de Porto Alegre, que reúne perfis de artistas, bandas e pessoas ligadas à música.


Paulo Zé, músico da bandinha Di Da Dó, falou da importância de realizar encontros e debates como este em outros festivais do Estado como o Morrostock. “Precisamos fortalecer estes festivais independentes”, destacou. Um dos encaminhamentos do encontro foi a criação de uma lista de e-mails das pessoas presentes ao encontro para garantir a continuidade dos debates.


Mais fotos sobre o debate aqui.

Texto: Silvana Dalmaso

Banquinha movimenta o FestMalta


E a mala voltou cheia! Cheia de produtos novos, porque a maioria dos CDs, camisetas, bottons e chaveiros colocados à venda pelo Macondo Coletivo foram vendidos em quase sua totalidade. O Macondo Coletivo é o responsável pela Banquinha Fora do Eixo de Santa Maria e levou para o FestMalta um pouco do que geralmente expõe na cidade, mas não esperava por tamanho sucesso de vendas.


Para encher ainda mais a “vitrine” de materiais independentes, a banda Pindorália, representada por Rafa Roggia, Breno Dallas e Dinarte Paz, trouxe CDs e DVDs da Distro da Casa Fora do Eixo de Porto Alegre. De Cachoeira do Sul veio Luciana Canto com carteiras produzidas artesanalmente com caixas de leite. Um trabalho muito importante de reciclagem que não durou muito tempo exposto, pois, no segundo dia de banca, já haviam sido vendidas as 20 carteiras disponibilizadas na banca.



Movimento à noite na Banquinha.

Além da banquinha, havia um varal de camisetas e bolsas do FestMalta. No último dia de festival, as camisetas passaram a ser vendidas a preço de custo, aumentando ainda mais o número de saídas.
Muitas bandas - entre elas Os The Freaks e a Fevereiro da Silva - deixaram CDs e EPs para serem distribuidos no FestMalta e nos demais eventos onde a lojinha é montada. O Macondo Coletivo distribuiu camisetas do Festival Macondo Circus 2010, vestindo gente grande e gente pequena. 


Banquinha também é lugar de descanso.
Camisetas Macondo Circus 2010.


Foram dias de grande movimentação na tenda da Banquinha do FestMalta. Muitas trocas, muitas vendas, muitas conversas, novos amigos e música independente ao fundo, o tempo todo! 


Francine Nunes, Alessandra Giovanella, Gabriela Belnhak,
Silvana Dalmaso e Luciana Canto, na Banquinha do FestMalta.
Confira mais fotos na Banquinha do FestMalta no Picasa: https://picasaweb.google.com/festmalta


Texto: Gabriela Belnhak

Preparativos, cineclube e heavy metal no primeiro dia de Festival


Palco sendo finalizado. Muita calmaria no Palco do Sol.

A quinta-feira, dia 19, foi de pouco movimento de público e correria para terminar as últimas instalações da estrutura do FestMalta. Pela tarde, o Palco do Sol, onde ocorreram todos os shows do evento, recebia os últimos detalhes. A movimentação também era grande no quiosque de alimentação onde a equipe da cozinha organizava os suprimentos para os quatro dias de evento. Para receber o Festival, a Fazenda Goelzer teve uma preparação cuidadosa de limpeza do terreno para a área de camping.
Área de camping.
Alma de Aço.
Sol e calor recepcionaram os primeiros guerreiros do FestMalta que à noite assistiram a uma mostra de cinema com exibição de curtas-metragens e videclipes, organizada pelo representante do Clube de Cinema da Regional Sul do Circuito Fora do Eixo, Marcelo Cabala. O primeiro dia de Festival foi encerrado com show da banda de Sobradinho, Alma de Aço.

Confira mais fotos do primeiro dia de Festival no Picasa: https://picasaweb.google.com/festmalta

Texto: Silvana Dalmaso

As imagens do FestMalta 2012




A partir de hoje, vamos publicar textos e fotos sobre tudo o que rolou na 6ª edição do FestMalta! Enquanto isso, você pode ver, baixar e divulgar as imagens que fizeram a cara da Festival esse ano. Clique aqui e tenha acesso ao registro fotográfico feito pela equipe de comunicação que trabalhou durante os quatro dias de evento na Fazenda Goelzer. No Picasa do FestMalta você encontra imagens capturadas por Gabriela Belnhak, Jéssica Martini e Marcelo Cabala.


Você também fotografou e quer mostrar esse material para a galera que curtiu o Festival? Entre em contato conosco pelo Facebook ou pelo e-mail - festmalta@gmail.com - para que possamos publicá-lo!